Diário ~
17.11.1417
Durante uma noite rigorosa de inverso, eu andava calmamente olhando a paisagem sombria da bela Paris! Vestido longo verde com detalhes de cristais, um colar de esmeralda, salto alto e fino que era da mesma cor do vestido somente um pouco mais claro.
Após festejar meu aniversário de 16 anos na casa de minha irmã Katlyn, vou para a minha casa na qual morava sozinha somente com meus empregados. Ao virar um quarteirão avisto uma figura entre as árvores da praça, parecia um homem que logo se aproximou de mim!
- Nossa Peter, você me assustou!
Peter Barton era meu vizinho que havia se mudado para a cidade uns 4 dias atrás, ele era um homem misterioso e solteiro. Tinha 24 anos. Então ele falou:
- Perdoe-me minha cara. Não foi minha intenção assustar-la!
Vejo que estás indo para sua casa.Estou certo?
Me perguntava enquanto passava sua mão pelo queixo. Enquanto isso um pequeno silêncio foi feito!
-Sim, estou! - respondi em tom firme - E vós?
Ele me respondeu com voz clara e calma:
-Também! Pensei em acompanha-la, já que estamos indo para a mesma rua!
Apenas olhei em seus olhos. Dizem, que quando olhamos nos olhos de uma pessoa podemos ver sua alma, mas com ele era diferente. Olhei fundo em seus olhos mas não pude ver nada, é como se fosse um abismo de mistério e sem fim!
Seus cabelos loiros com a raiz escura como se estivesse mudando de cor, ia até seus ombros. Usava um chapéu e um sobre-tudo que ia até o inicio de suas botas de couro. Para aquela noite fria ele usava pouquíssima roupa.
Chegando perto de minha casa,agradeci pela companhia e fui caminhando rapidamente!
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Já passará da 01:00 hora da manhã, quando ouço um pequeno barulho no corredor onde ficava meu quarto! Chamei por Maria Alicia, minha empregada de confiança, até que vi um vulto passar rapidamente descendo as escadas. Chamei novamente pelo nome, porém a mesma recusou responder-me. Não dei muita importância e voltei a deitar-me. Quando fecho os olhos ouço um pequeno passo , mas desta vez vinha de dentro do meu quarto. Mas como seria possível? Estava tudo trancado!
Bobagem a minha....novamente ouvi cada vez mais perto,olhei para o outro lado devagar e vi a sombra de um homem. Perguntei:
- Quem é você?
Mas não houve se quer uma palavra. De repente ouço outro barulho de janela se abrindo do lado anterior do qual eu estava. Me virei em um pulo e logo virei para ver o homem, já estava disposta a gritar, mas nem foi preciso ele havia desaparecido como fumaça.
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Na manhã seguinte, me vesti e fui falar com Maria Alicia e perguntar se era ela quem vi nas escadas ontem a noite. Ela negou, disse-me que não havia saído de seu quarto a noite toda pois os "mortos" haviam voltado a habitar Paris.
Fiquei sem entender nada, apenas ignorei, achando que fosse paranoia da coitada. A noite foi a mesma coisa da noite passada.
Então logo de manhã enquanto tomava meu café, resolvi perguntar sobre os tais "mortos" de que Maria Alicia havia falado.
A moça com medo não queria, me dizia que era apenas mitos, lendas criadas por seu povo sobre pessoas "imortais" que bebiam sangue.
Mas de tanto insistir ela resolveu contar-me!
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Já sendo 3:00 da manhã o vulto apareceu novamente. Então lhe disse:
- Estás atrasado hoje. Sempre vens quando são 01:00 da madrugada e já são 03:00! E não fica nada bem para uma moça solteira como eu receber visitas noturnas de um homem!
Após ter dito isso houve um tremendo silêncio que logo foi quebrado por uma baixa risada. Então o homem falou:
- Bem, parece que já sabes o que sou... não é mesmo?
Respondi:
- Queres realmente que eu acredite que tu és vampiro?
Quando pronunciei está palavra o vulto aproximou-se rapidamente para cima de mim. Comecei a tremer. Ele percebendo disse:
- Queres uma prova?
Ele saiu pela porta de meu quarto e logo trouxe-me o corpo de Alicia.
-Oh meu Deus! O que fizeste com a pobre moça? Seu monstro!
Corri até a moça que já estava sem nenhum batimento e sem sangue nas veias!
-Me achas um mostro por ter de matar para me alimentar?
Vamos ver se você mudará a sua opinião quando for igual a mim!
O vulto se aproximou de mim e jogou-me contra a parede, duas presas apareceram e quando a lua refletiu seu brilho pela janela tocando o rosto dele falei em voz alta:
- Peter!
Foi então quem aquilo me transformou no que sou!
Isso foi a 1 ano atrás. Agora, como ele foi meu criador, será ele que terá de me ensinar tudo! Ainda não recuperei-me de tudo aquilo e sim, tenho raiva dele.. mas esta raiva foi amenizando-se com o tempo em que passei com ele e posso falar que ele não é tão ruim quanto se parece.
O pior, é que estou começando a amá-lo [...]
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